Olá caros leitores!
No campo do ensino aprendizado a avaliação não é algo meramente técnico. Ela envolve autoestima,
respeito à vivência e cultura própria do indivíduo, filosofia de vida,
sentimentos e posicionamento político. Embora essas dimensões não sejam
perceptíveis a todos os professores, observa-se, por exemplo, que um professor
que usa o erro do aluno como ponto inicial para compreender o raciocínio desse
educando e rever sua prática docente, e, se necessário, reformulá-la, possui
uma posição bem diversa daquele que apenas atribui zero àquela questão e
continua dando suas aulas da mesma maneira.
Do mesmo modo, o educador pode fazer
uso de instrumentos para sua avaliação a observação, registro em fichas ou caderno de campo, debates,
auto - avaliação, trabalho em grupo, participação em sala de aula, seminário, portfólio,
prova dissertativa, prova com consulta, prova
objetiva, prova oral e produções textuais.
Como foi dito, a avaliação não é um
processo apenas técnico, é um procedimento que inclui opções, escolhas,
ideologias, crenças, percepções, posições políticas, vieses e representações,
que informam os critérios através dos quais será julgada uma realidade. A
avaliação do aproveitamento de alunos pode basear-se apenas à memorização de
conteúdos ou pode basear-se em critérios que visem ao crescimento pessoal dos
alunos, no que diz respeito as suas atitudes, liderança, conscientização
crítica e cidadã. Esses critérios se originam de opiniões acerca do que se
entende por educação, e vão direcionar o julgamento de valor acerca do
desempenho daqueles alunos.
Infelizmente, algumas tomadas de
decisão partindo de critérios que limitam o processo educativo a aulas expositivas,
de linguagem pouco clara para os alunos, e, que restringem a avaliação a apenas
um momento final, partindo de um único instrumento, homogêneo, tendem a optar
pela " eliminação" do educando direta ou indiretamente, através de
sua reprovação.
No contexto aqui opinado, vejo
necessário trazer uma visão tradicional da avaliação da aprendizagem que coloca
o aluno como um individuo passivo, professor como detentor e transmissor do
saber e tem como objetivo a recepção e retenção dos conteúdos da aprendizagem
isto sem realizar um analise critica da realidade que o cerca. Agora trazendo
para uma visão atual o aluno tornou-se ativo em seu aprendizado e o professor estabelece-se
como mediador entre conhecimento e aluno, dando ênfase na exploração e na descoberta,
o objetivo é a apropriação e compreensão dos conteúdos das aprendizagens e no
desenvolvimento do raciocínio e do pensamento.
A avaliação da aprendizagem não é um
julgamento de valor apenas acerca do aluno, mas também acerca da prática
docente, que tem como resultado o desempenho do aluno. Segundo Paulo Freire, a
avaliação não é um ato pelo qual A avalia B, mas sim um processo pelo qual A e
B avaliam uma prática educativa.
Portanto, é necessário que o
professor tenha um plano de ensino que para fins de conhecimento foi discutido
na postagem anterior, para com o mesmo elaborar seu sentido de trabalho. Desta
forma, toda tarefa realizada pelos alunos deveria ter, por intencionalidade
básica, a investigação como ponto de reflexão sobre a prática dos envolvidos -
professores e alunos. A avaliação acontece em todas as atividades com as trocas
de informações do aluno, de seus colegas, do professor e da comunidade.
De forma geral, a avaliação da
aprendizagem pode ser definida como um meio de que o professor dispõe de obter
informações a respeito dos avanços e das dificuldades dos alunos,
constituindo-se como um procedimento permanente, capaz de dar suporte ao processo
de ensino e aprendizagem, no sentido de contribuir para o planejamento de ações
que possibilitem ajudar o aluno a prosseguir, com êxito, no seu processo
educacional.
Para "brincarmos"
deixo logo abaixo uma reflexão sobre o tema.
Sabendo-se
que o processo avaliativo é elemento indissociável do trabalho pedagógico na
escola, como ajudar o aluno a desenvolver competências e habilidades sem que
esse trabalho pedagógico fique reduzido ao um “treinamento” para sua
participação nas avaliações externas?

Vilmar,
ResponderExcluirfiquei muito feliz porque, ainda que de forma sutil, por meio da imagem no final, você ressaltou a questão da diversidade, mostrando que um professor não pode avaliar de forma igual todos os estudantes. Penso que a avaliação deve considerar também as habilidades e projetos pessoais dos estudantes, não como forma de limitação, mas de atingir metas, realizar superações e reconstruções constantes e isto implica que o professor não pode ter um critério absoluto. É por meio do olhar para cada estudante, que o professor poderá perceber as elaborações criativas do seu pensamento, sendo essas estruturadas a partir de diálogo entre estudante/professor/conhecimento e, neste contexto, a heterogeneidade torna-se um valor e indica que o percurso de cada aluno precisa ser observado
Olá Professora! Obrigado pelo comentário, compartilho também a ideia de seu cometário. Vejo que a avaliação torna-se um instrumento adequado quando é estruturado a partir do diálogo entre Professor/estudantes/conhecimento.
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