quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Avaliação da Aprendizagem!!!

Olá caros leitores!

No campo do ensino aprendizado a avaliação não é algo meramente técnico. Ela envolve autoestima, respeito à vivência e cultura própria do indivíduo, filosofia de vida, sentimentos e posicionamento político. Embora essas dimensões não sejam perceptíveis a todos os professores, observa-se, por exemplo, que um professor que usa o erro do aluno como ponto inicial para compreender o raciocínio desse educando e rever sua prática docente, e, se necessário, reformulá-la, possui uma posição bem diversa daquele que apenas atribui zero àquela questão e continua dando suas aulas da mesma maneira.

            Do mesmo modo, o educador pode fazer uso de instrumentos para sua avaliação a observação,  registro em fichas ou caderno de campo, debates, auto - avaliação, trabalho em grupo, participação em sala de aula, seminário, portfólio, prova dissertativa,  prova com consulta, prova objetiva, prova oral e produções textuais.

          Como foi dito, a avaliação não é um processo apenas técnico, é um procedimento que inclui opções, escolhas, ideologias, crenças, percepções, posições políticas, vieses e representações, que informam os critérios através dos quais será julgada uma realidade. A avaliação do aproveitamento de alunos pode basear-se apenas à memorização de conteúdos ou pode basear-se em critérios que visem ao crescimento pessoal dos alunos, no que diz respeito as suas atitudes, liderança, conscientização crítica e cidadã. Esses critérios se originam de opiniões acerca do que se entende por educação, e vão direcionar o julgamento de valor acerca do desempenho daqueles alunos.

        Infelizmente, algumas tomadas de decisão partindo de critérios que limitam o processo educativo a aulas expositivas, de linguagem pouco clara para os alunos, e, que restringem a avaliação a apenas um momento final, partindo de um único instrumento, homogêneo, tendem a optar pela " eliminação" do educando direta ou indiretamente, através de sua reprovação.

     No contexto aqui opinado, vejo necessário trazer uma visão tradicional da avaliação da aprendizagem que coloca o aluno como um individuo passivo, professor como detentor e transmissor do saber e tem como objetivo a recepção e retenção dos conteúdos da aprendizagem isto sem realizar um analise critica da realidade que o cerca. Agora trazendo para uma visão atual o aluno tornou-se ativo em seu aprendizado e o professor estabelece-se como mediador entre conhecimento e aluno, dando ênfase na exploração e na descoberta, o objetivo é a apropriação e compreensão dos conteúdos das aprendizagens e no desenvolvimento do raciocínio e do pensamento.

        A avaliação da aprendizagem não é um julgamento de valor apenas acerca do aluno, mas também acerca da prática docente, que tem como resultado o desempenho do aluno. Segundo Paulo Freire, a avaliação não é um ato pelo qual A avalia B, mas sim um processo pelo qual A e B avaliam uma prática educativa.

          Portanto, é necessário que o professor tenha um plano de ensino que para fins de conhecimento foi discutido na postagem anterior, para com o mesmo elaborar seu sentido de trabalho. Desta forma, toda tarefa realizada pelos alunos deveria ter, por intencionalidade básica, a investigação como ponto de reflexão sobre a prática dos envolvidos - professores e alunos. A avaliação acontece em todas as atividades com as trocas de informações do aluno, de seus colegas, do professor e da comunidade.

       De forma geral, a avaliação da aprendizagem pode ser definida como um meio de que o professor dispõe de obter informações a respeito dos avanços e das dificuldades dos alunos, constituindo-se como um procedimento permanente, capaz de dar suporte ao processo de ensino e aprendizagem, no sentido de contribuir para o planejamento de ações que possibilitem ajudar o aluno a prosseguir, com êxito, no seu processo educacional.

Para "brincarmos" deixo logo abaixo uma reflexão sobre o tema.
Sabendo-se que o processo avaliativo é elemento indissociável do trabalho pedagógico na escola, como ajudar o aluno a desenvolver competências e habilidades sem que esse trabalho pedagógico fique reduzido ao um “treinamento” para sua participação nas avaliações externas?









2 comentários:

  1. Vilmar,
    fiquei muito feliz porque, ainda que de forma sutil, por meio da imagem no final, você ressaltou a questão da diversidade, mostrando que um professor não pode avaliar de forma igual todos os estudantes. Penso que a avaliação deve considerar também as habilidades e projetos pessoais dos estudantes, não como forma de limitação, mas de atingir metas, realizar superações e reconstruções constantes e isto implica que o professor não pode ter um critério absoluto. É por meio do olhar para cada estudante, que o professor poderá perceber as elaborações criativas do seu pensamento, sendo essas estruturadas a partir de diálogo entre estudante/professor/conhecimento e, neste contexto, a heterogeneidade torna-se um valor e indica que o percurso de cada aluno precisa ser observado

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    1. Olá Professora! Obrigado pelo comentário, compartilho também a ideia de seu cometário. Vejo que a avaliação torna-se um instrumento adequado quando é estruturado a partir do diálogo entre Professor/estudantes/conhecimento.

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